quarta-feira, 30 de setembro de 2009

REVOLTAS PARTE 2


EM 1912 INICIOU-SE OUTRA REVOLTA COMANDADA POR  OUTRO LIDER RELIGIOSO CHAMADO JOSÉ MARIAELE LIDEROU UM GRUPO DE TRBALHADORES QUE  VIVIAM NA REGIÃO CHAMADA CONSTESTADO,EM SANTA CATARINA .OS TRABALHADORES LUTAVAM CONTRA A DESAPROPRIAÇÃO  DE SUAS TERRAS  PELOS GOVERNOS  PARA  A CONSTUÇÃO  DE  ESTRADAS EFERROVIAS .TAMBÉM LUTAVAM CONTRA AS ENPRESAS  MADEREIRAS ISTALADAS  NA REGIÃO.JOSÉ MARIA E SEUS SEGUIDORES CRIARAM UMA   COMUNIDADE EM QUE  O TRABALHO  COLETIVO  E A PRODUÇÃO,DIVIDIDA         IGUALMENTE.NÃO PAGAVAM INPOSTO AO GOVERNO OS GOVERNOS DE SANTA CATARINA E DO PARANÁ ATACARAM  VIOLENTAMENTE A COMUNIDADE DO CONTESTADO.OS REVOLTOSOS RESISTIRAM AOS ATAQUES DO  GOVERNO ATÉ 1916,QUANDOFORAM DERROTADOS.EM 5ANOS DE LUTA MORRERAM 20MIL HOMENS.



                             A família de Euzébio Ferreira dos Santos, um dos sobreviventes do primeiro reduto de Taquaruçu, decide abandonar a localidade de Perdizes, onde vive com a família, e instala-se de novo em Taquaruçu, à espera da volta do monge José Maria.
        A comitiva entra na pequena localidade e apresenta-se na casa do negociante e amigo Praxedes Gomes Damasceno.
        - Peço uma pousada nesses terrenos para esperar o Zémaria, que deve estar chegando.
        Praxedes Gomes e seu irmão Joaquim Gomes Damasceno haviam acompanhado José Maria até o Irani e ambos foram feridos no combate de 1912. Por isso não queriam mais entrar na confusão.
        Euzébio e família recebem autorização para acampar dois quilômetros mais à frente, ao redor da casa de Francisco Paes de Farias, o Chico Ventura.
        Euzébio dos Santos e Chico Ventura fornecem comida e até dinheiro para os caboclos que se agregam ao acampamento. Em poucos dias, já estão reunidos 170 homens, fora mulheres e crianças.
        Instalado o acampamento, o monge não aparece em pessoa, mas fala aos caboclos através de Teodora, a neta de 11 anos de Euzébio.
        Logo, logo, o monge deixa de lado a menina como porta-voz e se comunica com Manoel, filho de Euzébio, um jovem de 17 anos.
        Sempre que precisa entrar em contato com o monge, Manoel se retira para o mato. Recebe as ordens e, ao repassá-las em reunião de todo o grupo, os caboclos ouvem-no com atenção.
        Uma série de lendas se espalha de imediato.
        Uma delas é que a intimidade entre Manoel e o monge é tão profunda que o jovem é capaz de distinguir nos matos os ramos das árvores que o monge tocou quando por ali estivera. E, por isso, ramos e árvores se tornam objeto de veneração.
        Em determinadas ocasiões, os devotos chegam a beijar as mãos e os pés do jovem.
        Conta-se, igualmente, que Manoel, na hora das refeições, conduz para o mato, numa bandeja, as iguarias mais apetitosas dizendo serem para o monge. Horas depois, volta com a bandeja vazia.
        - O monge estava com uma fome de todo o tamanho!
                                                                                                                                                                                                                                                                

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